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sexta-feira, 11 de março de 2016

● Davisão está finalizando o novo CD do Boi Caprichoso “Viva Parintins” – A proposta é inovadora com um trabalho instrumental de toadas, coisa inédita, vamos aguardar!

CAPRICHOSO EM CRIAÇÃO: BUMBÁ ESTÁ EM PROCESSO DE FINALIZAÇÃO DO NOVO CD ‘VIVA PARINTINS!’
Foram inscritas cerca de 200 toadas, mas apenas 21 canções foram selecionadas e farão parte do registro final, com proposta instrumental inovadora
LAYNNA FEITOZA – A CRÍTICA
O Boi Caprichoso já está correndo com as gravações do seu próximo disco de toadas para 2016. Sob o tema “Viva Parintins!”, o bumbá promete inovar na sonoridade, incluindo e levando instrumentos que ainda não foram levados para o estúdio e, consequentemente, para a arena do Bumbódromo da Ilha Tupinambarana. Por conta disso, o BEM VIVER foi até o estúdio Amazonas Arts para saber como anda o processo de produção do álbum.
Segundo o produtor executivo do disco, Carlos Kaita, o processo todo se inicia logo após o fim das atividades do Festival Folclórico, onde a agremiação lança o edital para inscrição de toadas. “A gente teve cerca de 200 toadas inscritas, para filtrarmos ao número que ficou no CD, o total de 21 músicas”, lembra ele. As gravações iniciaram no dia 20 de fevereiro, mas antes mesmo desta data a equipe do bumbá azul vem se reunindo, após a seleção das toadas, para avaliar como serão cumpridas as demais etapas.
Como as toadas são carregadas de arranjos e de complexidade instrumental, Carlos destaca que o que se grava primeiro é a percussão. “Depois gravamos as cordas para chegarmos nas vozes do backing vocal. Só depois chegamos na voz final, que é a do David Assayag (levantador de toadas)”, elucida o produtor. Até o momento, a percussão já foi gravada e as cordas já foram finalizadas. Após o fim das gravações, Carlos explica que deverá haver cinco dias voltados para a mixagem e masterização do álbum. “No máximo até o dia 15 de março devemos estar com o master pronto para mandar à fábrica”, destaca ele.
Percebe-se que, na música-tema do disco (“Viva Parintins!”) existe uma certa referência às batidas do Nordeste e do Pará, mas sem perder o gingado do boi bumbá. “Falando de Parintins temos que trazer novidades, porque nosso público gosta disso. E vamos levar essa batidinha para a arena, junto com a sanfona. Ainda vamos tentar levar a zabumba para o Bumbódromo. E a Marujada de Guerra vai tentar acompanhar”, destaca Roberto Júnior, um dos compositores do touro negro.
Na mágica da toada
Conforme explica o produtor musical do disco, Valdenor Filho, a concepção dos arranjos e demais notas sonoras dependem da “viagem” do compositor na letra da toada, na qual os produtores precisam embarcar também. “Tentamos mergulhar com os compositores na parte dos arranjos, para ter algum vínculo. Os compositores sugerem, nos contam as histórias, principalmente das lendas e dos rituais, e nós temos que ir junto”, destaca o produtor.
Ainda segundo Filho, outra novidade na composição sonora do touro negro é a introdução dos instrumentos de metal na toada referente à lenda amazônica do Caprichoso deste ano. “A lenda fala de um arraial que acontece no interior. Para lembrar essa questão do interior, e do Pinduca (que tocava no interior do Amazonas) o metal foi sugerido. Principalmente para ser uma lenda mais alegre e não ficar algo puxado para o suspense ou para a tensão”, pontua Valdenor.
Marujeiros de estúdio
Das centenas de ritmistas do Caprichoso que você vê rufando os tambores no Festival Folclórico de Parintins, apenas doze marujeiros são selecionados para participar das gravações dos discos do bumbá. Na categoria dos instrumentos, quatro surdos, duas caixas, dois repiques, quatro palminhas e dois rocares integram este processo. “Nós sempre revezamos com marujeiros que se destacam em cada ano”, pondera Roberto Júnior.
A faixa etária dos marujeiros de estúdio é diversa, com pessoas de todas as idades. “Neste ano, vamos valorizar mais as palminhas, os repiques, e o som dos surdos. Vamos valorizar mais a parte percussiva que lembra as toadas antológicas do boi. A cada ano que passa, temos marujeiros melhores no Caprichoso. Temos um olhar clínico nos ensaios, e sabemos quem pode dar um toque a mais nas toadas”, finaliza ele. (A Crítica)


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