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quinta-feira, 28 de abril de 2016

● Prêmio Nobel da Paz escancara em pleno Senado Federal: “há um possível golpe no país” - O senador tucano Ataides Oliveira (TO) ficou indignado com o que ouviu... putz!

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NO SENADO, NOBEL DA PAZ CAUSA TUMULTO AO DIZER QUE HÁ ‘POSSÍVEL GOLPE’ NO PAÍS
Em visita ao Senado após ter se encontrado com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel causou tumulto ao dizer em plenário que há um “possível golpe” em curso no País. A declaração gerou discussão entre os senadores, que cobraram do presidente em exercício da Casa, o petista Paulo Paim (PT-RS), a retirada da fala do ativista argentino de direitos humanos. “Creio que neste momento há grandes dificuldades (oriundas) de um possível golpe de Estado que já se usou esse mecanismo em outros países do continente, como em Honduras e no Paraguai, se utilizou a mesma metodologia”, disse Esquivel, sentado ao lado de Paim na Mesa Diretora do Senado. Mais cedo, o argentino falou à imprensa que o papa Francisco está preocupado com a crise política no Brasil. Primeiro a protestar, o senador tucano Ataides Oliveira (TO) disse que a fala do Nobel da Paz causou-lhe uma “surpresa tremenda” e cobrou a retirada da expressão das notas taquigráficas. “Ela foi inadequada, inaceitável, esse Parlamento jamais poderia ter deixado este senhor, com toda a história que respeitamos, dizer que o Brasil está próximo de um golpe, não admito como senador assistir a uma cena como essa”, criticou. Paulo Paim, contrário ao impeachment de Dilma, disse que não teve qualquer intenção de usar a fala de Esquivel para mandar qualquer recado e que havia advertido o Nobel da Paz sobre o pronunciamento que iria fazer. O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), reclamou de Paim, dizendo que foi uma montagem premeditada a vinda do ativista. ”Nós temos que buscar aqui, nesta Casa, uma posição em que a Presidência tenha imparcialidade. Isso é fundamental”, criticou Caiado. “Se acharem que a Mesa Diretora vai ser palanque de PT, estão muito enganados”, completou. Leia mais no Estadão.

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