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sexta-feira, 29 de abril de 2016

● Vovós do Parazinho resolveram entrar na bandidagem – Começaram assaltando dentro dos ônibus de Belém – Sinceramente, essa região do estado traz só desgosto para o cidadão paraense – Por que não botam essas velhas para amassarem açaí meu deus...

QUADRILHA DE IDOSAS É PRESA POR FURTO EM ÔNIBUS

Um grupo formado por 5 mulheres, que fingiam ser “idosas indefesas”, foi preso por suspeita de cometer furtos dentro de um ônibus, nas proximidades do elevado Daniel Berg, na manhã de ontem (28), em Belém. Duas delas já têm passagens pela polícia. O grupo foi preso depois de furtar objetos de um casal de passageiros de ônibus da linha Icoaraci, cuja rota é pela Avenida Centenário. Debochadas, as acusadas ainda faziam piadas na Seccional da Sacramenta, para onde foram levadas e o caso foi registrado. Elas vão responder a processo novamente por furto qualificado e formação de quadrilha.

Maria Amélia dos Santos Farias, 62 anos, é a acusada com o maior número de passagens pela polícia. Já respondeu a 5 processos por furto qualificado – um deles ocorrido em Santa Izabel do Pará e os outros em Icoaraci, na Região Metropolitana de Belém. Depois dela tem Carmem Lúcia da Conceição Ribeiro, 59 anos, já foi presa 3 vezes também por furto qualificado.As demais acusadas são Joana D’Arc Pinto Ferreira, 59 anos, Maria de Lourdes Pinto, 58 anos, que também já foi presa por roubo, e Dina Rodrigues Duarte, 53. Todas moradoras do bairro do Tapanã.

De acordo com o relato das vítimas, as 5 mulheres se passavam por “caridosas” para não levantar suspeitas. As vítimas só souberam da intenção delas quando perceberam que seus telefones celulares haviam sido puxados dos bolsos.

O policial civil João Ferreira Neto, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) Fluvial foi quem fez a abordagem do coletivo. Ele voltava de uma operação policial quando ouviu gritos e tumulto vindo de um ônibus da linha Icoaraci-Centenário. “Paramos o veículo e as vítimas apontaram as ‘idosas’. Estavam todas no mesmo ônibus e o motorista afirmou que elas subiram juntas na mesma parada. Quando a vítima ia descer do ônibus, percebeu que não estava com o celular, foi quando ela percebeu que foram eles, porque estavam muito próximas”, disse Ferreira Neto.

Ele solicitou o apoio de uma viatura da Polícia Militar e as suspeitas e as duas vítimas foram encaminhadas a Seccional da Sacramenta. Lá, descobriu-se que a 4 delas não são idosas, conforme afirma a Lei do Estatuto do Idoso, que enquadra as pessoas com 60 anos ou mais nessa categoria.

A acusada Maria de Lourdes, que confirmou já ter passagem pela polícia, debochou das vítimas. “Se der moral a gente ‘pega’ mesmo de otário”, disse, sem sentir remorso. Ana Lúcia também não demonstrou arrependimento. “Arrependida, por quê? Eu não matei ninguém”, disse com tom de raiva e chorando. As acusadas não quiseram conversar com a imprensa.

Elas também não quiseram contar como agiam, mas de acordo com o Ferreira Neto, a prática usada por elas é costumeira. Usam bolsas grandes e ao ver uma oportunidade de furtar, se comunicam entra si. “Uma pega o celular da vítima que esteja no bolso e a mão é leve para isso, a pessoa não percebe. Aí ela já passar para outra, que passa até que uma delas guarde o aparelho”, contou. Ainda segundo ele, dois aparelhos celulares e um tablete estavam em poder do quinteto.

O delegado Miguel Cunha ressaltou que irá enquadrá-las novamente por furto qualificado. “Já puxamos a ficha delas. Algumas são extensas”, frisou.Familiares das acusadas estiveram na Seccional, mas não quiserem conversar com a imprensa.

(Emily Beckman e Denilson D'Almeida/Diário do Pará) 

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