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terça-feira, 13 de junho de 2017

● Em Manaus garçom desempregado, na juquira, teve um ideia criativa, botou sua beca de profissional da bandeja e foi para o sinal vender água geladinha, tá rico...rs!

● GARÇOM SUPERA A CRISE E O DESEMPREGO VENDENDO ÁGUA NO SINAL EM MANAUS
Vanessa MarquesManaus (AM)
Ganhar dinheiro de um jeito simples, mas com muita criatividade. Assim faz o garçom desempregado Oyama Magalhães em um cruzamento da avenida Brasil, no Santo Antônio, Zona Oeste de Manaus, onde ele vende água mineral no semáforo. O seu diferencial? A forma como se apresenta para os clientes. Usando trajes de garçom profissional, Oyama aborda os motoristas que param o carro no sinal vermelho e oferece garrafas de água de 600 ml. Com educação de quem está atendendo em um restaurante, o trabalhador conquista clientes e faz da atividade o seu “ganha-pão”.
“Queria fazer algo diferente, percebi que a venda de água nos sinais dava bons resultados, então usei a minha experiência como garçom para trabalhar”, conta Oyama, que está no ponto de venda há menos de três semanas e, mesmo sabendo falar inglês e um pouco de japonês, além de ter experiência em vendas e hotelaria, não consegue se empregar.
O jeito de vender água do desempregado já está ganhando fama. Uma das clientes gostou e postou uma foto no Facebook comentando a forma como ele atende. A postagem ganhou repercussão e já possui quase 500 compartilhamentos e 1,8 mil curtidas.
“O movimento tá melhorando por conta dessa divulgação e é bom receber esse retorno, saber que estou fazendo a coisa certa, sem atrapalhar ninguém”, avalia.
Desde novembro de 2016, Magalhães está desempregado. Ele já foi vendedor, garçom em hotel, enviou muitos currículos e, sem retorno, começou a fazer “bicos” como entregador em um restaurante japonês e também a entregar quentinhas para a cozinha da mãe. “Eu continuo procurando emprego, mas não posso ficar esperando aparecer um, tenho um filho e preciso me sustentar”, afirma.
Com a venda de água e o trabalho como entregador de comida japonesa, ele consegue uma renda de mais ou menos R$ 1,5 mil por mês. Magalhães conta que durante o pouco tempo que está no semáforo vendendo água, algumas pessoas já lhe ofereceram emprego, mas nenhuma oportunidade efetiva.
Ele vende por dia aproximadamente 30 garrafas e diz que por enquanto não pensa em mudar o local de suas vendas. “No início pensei em trabalhar no cruzamento perto da Prefeitura, mas já tem muita gente trabalhando naquela área. Aqui não tinha ninguém vendendo água, se eu tiver que mudar, será para um lugar que não tenha muita gente, para não tomar o lugar de ninguém”, explicou.
O garçom fica no semáforo próximo ao Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, todos os dias, das 9h às 11h e das 15h às 17h30. No intervalo faz a entrega de quentinhas e à noite as entregas de sushi.

A expectativa de Oyama é conseguir novamente um emprego no ramo da hotelaria, lugar que se identificou e gostou de trabalhar por muitos anos. (A Crítica)

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