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sábado, 3 de junho de 2017

● FINAL DOS TEMPOS - Vereador de Oriximiná, exige que a Procuradora Jurídica do Município, corte o cabelo, só por que ela desmentiu ele

● EM ORIXIMINÁ VEREADOR PASSOU DO LIMITE: APÓS SER DESMENTIDO PELA PROCURADORA JURÍDICA DO MUNICÍPIO, EXIGIU QUE ELA CORTASSE O CABELO – O vereador oriximinaense Zequinha Calderaro PSD, considerado um político equilibrado, mas após denunciar de que o TFD (Tratamento Fora do Domicílio) pago pela prefeitura, havia sido reduzido de R$ 25 para R$ 5 reais, e desmentido pela Procuradora do Município, a advogada Elisângela Fernandes Batista, que provou que o vereador estava mentindo, simplesmente ele perdeu a cabeça e passou a agredir de maneira tosca a mãe de família, profissional do direito, pessoa respeitada pela sua postura correta no exercício de sua função – Usou as redes sociais e soltou essa pérola: “Já que a senhora não recolheu-se à sua insignificância, corte o cabelo!”   - É o final dos tempos, um profissional ter que cortar o cabelo, por que não agrada o gosto do político... Meu Jesus! – Veja aqui o que diz a Procuradora sobre o caso▼

Advogada, Elisângela Fernandes Batista, 43 anos, nasceu em Oriximiná, porém foi viver em Porto Trombetas com 5 anos de idade e de lá ganhou o mundo. Exerce a advocacia há 15 anos. Casada há 10 anos, tem dois filhos. Em seu curriculum já exerceu a função de Juíza Conciliadora e Leiga na Comarca de Portão no Rio Grande do Sul, é formada pela UNISINOS, turma de 2002, tem pós-graduação em processo civil, e especializações em direito administrativo e eleitoral. Voltou a morar em Oriximiná em 2006. Atualmente é Secretária Geral da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Óbidos. Já atuou como Assessora Jurídica e recentemente foi nomeada como Procuradora Geral do Município junto a Prefeitura Municipal de Oriximiná. Na entrevista a seguir, a advogada fala um pouco dos desafios do dia a dia. 

1) Você exerce um cargo político, como lida com isso?
Encaro com naturalidade. Eu sempre busquei ganhar respeito ao invés de atenção. O respeito perdura. São muitos os percalços e não tenho medo de enfrentar os problemas inerentes aos novos desafios. Coragem sempre foi característica marcante da minha personalidade.

2) Você já foi nomeada no Governo passado como Assessora Jurídica e logo depois você pediu exoneração, porém sempre ficou nos bastidores, participando das campanhas eleitoras. Foi difícil esse início?
As dificuldades sempre existem. Entretanto, em que pesem as fortes emoções sofridas devido aos imbróglios pertinentes à minha profissão, sempre fui muito teimosa e persistente. Confesso que eu mesma me surpreendo com a força que Deus me dá para enfrentar os desafios do cotidiano.

3) O mundo político ainda é dominado pelos homens. Você acredita que essa realidade possa mudar nos próximos anos?
Claro que acredito. As mulheres tem se capacitado e se preparado profissionalmente para enfrentar não só o mercado de trabalho, mas também o cenário político nacional. Atualmente, não nos limitamos apenas ao ambiente familiar, e em que pese a forte predominância masculina nos espaços de poder, principalmente nos cargos de maior relevância, aos poucos temos conquistado o espaço merecido. Contudo, é importante frisar que embora tenhamos avançado e discutido cada vez mais sobre a temática, vejo que ainda falta oportunidade e esclarecimento para mudarmos de fato essa realidade.

4) Como é trabalhar como Procuradora Geral do Município e gerenciar um departamento com vários advogados, entre eles mulheres?
É bastante desafiador e inspirador. No dia a dia somos muito participativos e dividimos todos os desafios profissionais em grupo. Acredito que por sermos profissionais do direito existe uma facilidade de compreender o ritmo de vida diferenciada de cada um, uma vez que todos fazem jornada de trabalho dupla, às vezes, tripla. É preciso encontrar tempo para estudar e se especializar, dar atenção a família, aos filhos, exercer a advocacia e ainda cuidar de si mesma.
É muito comum as pessoas brincarem que em um ambiente composto por mulheres as fofocas e as competições existem, mas não é isso que vejo na realidade da PGM. Existe humildade, sensibilidade e um sentido de cooperação muito forte, que se bem cultivado por todos, geram ótimos frutos e um ambiente harmonioso para trabalharmos.

5) Quais são as principais dificuldades enfrentadas na área pública?
É ter que se provar sempre. Somos testados diuturnamente, inclusive enfrentando e suportando fortes pressões inerentes ao cargo que exigem constantemente equilíbrio emocional e segurança profissional.

6) Recentemente foi publicado nas redes sociais que a senhora teria ordenado que a Secretaria de Saúde diminuísse o valor da diária referente ao Tratamento Fora do Domicílio – TFD. Tal informação é verídica?
Não. O valor referente à diária de Tratamento Fora do Domicílio- TFD continua sendo o de R$ 25,00, não havendo qualquer indicação nem por parte do Prefeito e nem por parte da Procuradoria que tal valor viesse a ser diminuído. Inclusive, Rodrigo, muito me assusta que as informações tenham sido vinculadas diretamente ao meu nome, uma vez que eu sequer participei da reunião mencionada nas falsas informações propagadas nas redes sociais.

7) Você se sente pressionada quanto ao exercício de sua função, sofre perseguição?
Sim. Ocupo um cargo bastante visado na Administração Pública, e, devido à grande responsabilidade que me foi confiada pelo Prefeito muitos tendem a subestimar minha idoneidade. Entretanto, em que pesem as sofridas perseguições inerentes ao cargo que ocupo, sempre fui bastante corajosa e destemida no exercício de minhas prerrogativas.

A expressão usada pelo Vereador Zequinha “Recolha-se a sua insignificância”, “Corte o cabelo”, expressa um teor machista, se sente desacatada?
Nós mulheres somos constantemente colocadas à prova no que concerne nossa capacidade profissional. É comum em nossa sociedade misógina um homem questionar e desvalorizar o conhecimento e intelectualidade de uma mulher, partindo para agressões e xingamentos pífios para desvalorizá-la. Inclusive, tal prática é conhecida como “gaslighting”, o qual é uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a mulher duvidar de sua própria eficiência. Em que pese o sentimento de desacato e abuso, tal conhecimento acerca do assunto reforça a força e a coragem necessárias para enfrentar tal violência moral constantemente vivida como uma mulher bem sucedida profissionalmente.

9) Para o Vereador sua atuação a frente da Procuradoria Jurídica de nosso Município é “censurável”? O que tem a ver o seu cabelo ou corte de cabelo com a capacidade de exercer sua função em cargo público?
Meu cabelo ou o corte dele não afetam o conhecimento e a experiência na área jurídica que adquiri durante os 15 anos de profissão. Reduzir minha história de vida a acusações e xingamentos infundados apenas refletem o desequilíbrio do agressor e violam minhas prerrogativas como a profissional idônea que sou.

10) Por tudo o dito nas redes sociais, pretende tomar alguma providência a respeito?
Devido a proporção dos fatos, estou analisando as providências cabíveis quanto a violação moral causada pelas declarações publicadas nas redes sociais. Ademais, a Ordem dos Advogados do Brasil já entrou em contato para averiguar a possível afronta às prerrogativas do profissional do direito ocorrida.

11) Você tem pretensões políticas?
Já houve convite anteriormente. Hoje vejo que poderia ser uma opção, uma vez que ao meu ver a política possui como objetivo a luta pelo justo. Como profissional do direito vejo diversas injustiças e o cenário político atual reflete a existência de personalidades que preocupam-se muito com balbúrdias e pouco com a efetiva resolução dos problemas sociais enfrentados pela população. (Enviado pelo MSN ao Blog)

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