quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

● O lema da campanha do PSL era que não tinha dinheiro público - Mas a Folha de SP abriu a caixa preta e revelou toda a verdade do Partido Social dos Lariquentos, putitanga!

● GRÁFICA DE DIRIGENTE DO PSL RECEBEU R$1,2 MILHÃO EM RECURSOS DE CAMPANHAS DO PARTIDO - Sete candidatos do PSL a deputado estadual e federal em Pernambuco repassaram R$ 1,2 milhão em recursos de campanha para a empresa de um dirigente do partido no Estado. Apesar do valor declarado com impressão de materiais gráficos, o triplo do que foi gasto pelo presidente Jair Bolsonaro com o serviço, só um dos políticos foi eleito: o próprio presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar. À época, quem estava à frente do partido era Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República do governo Jair Bolsonaro. Bebianno vem protagonizando uma crise no governo em função das suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas em 2018. Na quarta, ele disse que não pretende pedir demissão. A empresa favorecida pelos contratos em Pernambuco foi a Vidal Assessoria e Gráfica Ltda., de Luis Alfredo Vidal, que é vogal (dirigente com direito a voto) do PSL de Pernambuco. A sócia dele, Josiane Maria da Silva, também já foi filiada ao partido de Bolsonaro. Aberta em 2011, a empresa fica em um pequeno imóvel em Amaraji, cidade na Zona da Mata pernambucana a 98 km de distância da capital Recife. Embora não seja vedada pela Lei Eleitoral, a contratação de empresas de dirigentes políticos com recursos do fundo partidário já foi criticada pela ministra Rosa Weber, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “À luz do princípio da moralidade, não há como admitir que sejam contratadas para prestar serviços ao partido empresas pertencentes a dirigentes dele”, declarou ela no voto em desapovou parcialmente as contas de 2012 do DEM no ano passado. Todos os candidatos que contrataram a gráfica de Vidal receberam recursos do fundo especial de financiamento de campanha, que reservou R$ 1,7 bilhão de recursos públicos para financiar candidaturas em todo o País nas eleições de 2018. Bivar foi quem mais recebeu verbas do fundo eleitoral do PSL (R$ 1,8 milhão) e também quem mais gastou na empresa de Vidal – R$ 848 mil, segundo os dados de sua prestação de contas ao TSE. Foram R$ 215 mil contratados nos últimos quatro dias de campanha oficial, em outubro. Ao todo, Bivar declarou ter pago na empresa do correligionário material gráfico para outros 18 candidatos a deputado estadual. Só para Gilson Muniz teriam sido 200 mil santinhos e 6 mil adesivos. Ele teve apenas 2.463 votos na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. (Estadão)

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