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GRÁFICA DE DIRIGENTE DO PSL RECEBEU R$1,2 MILHÃO EM RECURSOS DE CAMPANHAS DO
PARTIDO - Sete candidatos do PSL a deputado estadual e federal em Pernambuco
repassaram R$ 1,2 milhão em recursos de campanha para a empresa de um dirigente
do partido no Estado. Apesar do valor declarado com impressão de materiais
gráficos, o triplo do que foi gasto pelo presidente Jair Bolsonaro com o
serviço, só um dos políticos foi eleito: o próprio presidente nacional do PSL,
o deputado federal Luciano Bivar. À época, quem estava à frente do partido era
Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República do governo Jair Bolsonaro. Bebianno vem protagonizando uma crise no
governo em função das suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário
destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas em 2018. Na quarta, ele
disse que não pretende pedir demissão. A empresa favorecida pelos contratos em
Pernambuco foi a Vidal Assessoria e Gráfica Ltda., de Luis Alfredo Vidal, que é
vogal (dirigente com direito a voto) do PSL de Pernambuco. A sócia dele,
Josiane Maria da Silva, também já foi filiada ao partido de Bolsonaro. Aberta
em 2011, a empresa fica em um pequeno imóvel em Amaraji, cidade na Zona da Mata
pernambucana a 98 km de distância da capital Recife. Embora não seja vedada
pela Lei Eleitoral, a contratação de empresas de dirigentes políticos com
recursos do fundo partidário já foi criticada pela ministra Rosa Weber, atual
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “À luz do princípio da
moralidade, não há como admitir que sejam contratadas para prestar serviços ao
partido empresas pertencentes a dirigentes dele”, declarou ela no voto em
desapovou parcialmente as contas de 2012 do DEM no ano passado. Todos os
candidatos que contrataram a gráfica de Vidal receberam recursos do fundo
especial de financiamento de campanha, que reservou R$ 1,7 bilhão de recursos
públicos para financiar candidaturas em todo o País nas eleições de 2018. Bivar
foi quem mais recebeu verbas do fundo eleitoral do PSL (R$ 1,8 milhão) e também
quem mais gastou na empresa de Vidal – R$ 848 mil, segundo os dados de sua
prestação de contas ao TSE. Foram R$ 215 mil contratados nos últimos quatro
dias de campanha oficial, em outubro. Ao todo, Bivar declarou ter pago na
empresa do correligionário material gráfico para outros 18 candidatos a
deputado estadual. Só para Gilson Muniz teriam sido 200 mil santinhos e 6 mil
adesivos. Ele teve apenas 2.463 votos na disputa por uma cadeira na Assembleia
Legislativa de Pernambuco. (Estadão)

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