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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

● Após denúncia do Jornal O Impacto, o Grupo Especial da Polícia Civil contra corrupção realiza a "operação perfuga" e prende ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém.

● POLICIA CIVIL CUMPRE MANDADOS DE PRISÕES E BUSCA E APREENSÃO NA SESPA E CÂMARA - A Superintendência Regional do Baixo e Médio Amazonas, com o apoio do Ministério Público, deflagrou operação denominada “Operação Perfuga” que no latim significa “o desertor” no sentido de “que ou aquele que abandona suas convicções, sua religião, seu compromisso ou a causa de que era defensor”. A operação foi batizada com este nome porque os são investigados funcionários públicos que firmaram o compromisso de bem servir a sociedade, porém abandonaram esse mister, passando a agir em interesse estritamente particular.
O inquérito policial apura crimes de peculato, falsificação de documento público, corrupção e associação criminosa.
A Polícia Civil e Ministério Público estão cumprindo 2 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de prisão temporária, 5 conduções coercitivas e 25 mandados de busca e apreensão. Entre as buscas estão a sede da Câmara Municipal de Santarém e a sede da SESPA em Santarém, e ainda em uma sala do hospital regional, onde funciona o setor de regulação da SESPA. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos seja de aproximadamente R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
Pessoas procuravam o Vereador Reginaldo Campos para solicitar a facilitação de agendamentos de consultas e exames, essas demandas eram repassadas para a técnica em enfermagem, servidora pública que exercia sua funções no regulação da SESPA, a qual providenciava o efetivo agendamento através dos outros servidores do setor.
A servidora da SESPA Sarah Campinas, que recebia as demandas repassadas pelo Vereador Reginaldo Campos também recebia remuneração mensal da Câmara dos Vereadores, sem a devida contra prestação do serviço público.
No decorrer das investigações, foram identificadas outras pessoas que também eram servidores “fantasmas”, ou seja, recebiam remuneração sem a devida contra prestação do serviço público, tendo entre os servidores fantasmas advogados e pessoas ligadas a lideranças de bairro ou líderes religiosos.
Outros servidores da Câmara também concorreram para a prática de crimes de peculato, e tentaram prejudicar as investigações falsificando documentos e prestando informações falsas, além de autorizarem e efetivamente procederem as contratações e pagamentos dos servidores “fantasmas”, mesmo tendo conhecimento que não estava ocorrendo a contra prestação do serviço público. (Fonte: RG 15/O Impacto)

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