Carlos Ribeiro e Raimundo Bezerra pediram que Câmara
interceda junto à Prefeitura
Uma reportagem intitulada “Prefeitura superfatura valores
de imóveis”, publicada no Jornal “O Impacto”, na edição passada, motivou um
grupo de 10 corretores de imóveis de Santarém a procurar a Câmara de Vereadores
e a Prefeitura Municipal, para buscar soluções para resolver o problema.
Os problemas, segundo os corretores, começam quando um
proprietário procura a Coordenadoria Municipal de Habitação e Desenvolvimento
Urbano (CHDU) para legalizar um imóvel, mesmo já tendo feito a declaração desse
imóvel à Receita Federal do Brasil (RFB) estipulando um valor. De acordo com os
corretores, um exemplo, é quando um proprietário declara um imóvel no valor de
R$ 80 mil para a Receita Federal. Após procurar a CHDU em busca de quitar o
Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), para legalizar o imóvel, o
proprietário se surpreende com um novo valor apresentado pelo referido órgão,
onde a casa, sítio ou outro patrimônio particular chega a passar de R$ 80 mil
para R$ 200 mil. Continue lendo...
Por conta disso, por já ter declarado o imóvel para a
Receita Federal, por um valor abaixo do avaliado pela CHDU, o proprietário
corre o risco de cair na malha fina.
Em reunião realizada na última quarta-feira, 28, com o
presidente da Câmara de Vereadores, Reginaldo Campos, o presidente do CRECI em
Santarém, Carlos Ribeiro, denunciou que a classe está com algumas dificuldades
no setor imobiliário, em relação a cobranças abusivas de ITBI e outros
impostos.
Ele adiantou que os corretores estão em fase de
conversação com o Poder Legislativo, na tentativa de receber ajuda dos
vereadores. “Estamos também tentando resolver com o prefeito Alexandre Von. Já
tomamos algumas atitudes em relação a isso. Estaremos encaminhando documentos
para a Prefeitura na semana que vem. Ainda nesta semana vamos encaminhar um
documento para a Câmara Municipal, para tentar resolver essas questões que
estão prejudicando hoje o profissional do setor imobiliário, corretores de
imóveis e, até mesmo os munícipes de nossa”, avisa Carlos Ribeiro.
Hoje, segundo Carlos Ribeiro, a maior dificuldade para os
corretores de imóveis são as formas de cobrança do ITBI e agilidade nos
processos de legalização de documentos de terrenos urbanos. “Estamos enviando
uma proposta escrita à Câmara e Prefeitura, para resolver o problema. Temos hoje
em Santarém aproximadamente 300 corretores de imóveis, abrangendo toda a região
oeste do Pará”, declarou o presidente do CRECI em Santarém.
Para o corretor de imóvel Raimundo Bezerra, há uma
necessidade do poder público ter consciência de facilitar os processos,
principalmente sobre a legalização de imóveis em Santarém. Ele explica que a
cadeia de melhorias no setor imobiliário vai influir na economia local e,
conseqüentemente quem vai ganhar com isso é a população como um todo, por conta
do Município aumentar a arrecadação. “Hoje, o mercado imobiliário em Santarém
está sendo travado, por conta da grande maioria dos imóveis não estarem aptos a
negociação, porque seus proprietários conseqüentemente não tem acesso ao
crédito e algo mais. Na hora que o poder público facilitar a legalização dos
imóveis e cobrar as taxas devidas de maneira legal e não da forma abusiva como
está sendo feita, sem sombra de dúvidas, que o Município vai ganhar com isso”,
garante Raimundo Bezerra.
Bezerra afirma que, hoje, Santarém está com uma demanda
reprimida imensa de terrenos que não estão legalizados, o que dificulta a
liberação de créditos. “Há clientes com crédito aprovado nos bancos e a gente
sem imóveis aptos a financiar. Hoje, não tem como se fazer um loteamento de
forma legal em Santarém, por conta de tanta burocracia. Para se documentar um
terreno é uma dificuldade tremenda. Sem o terreno documentado, não tem como se
financiar a compra do material de construção para a execução da obra. A solução
é o entendimento!”, sugere o corretor. (Fonte: RG 15/O Impacto)

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