quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Pará tem 5 milhões de eleitores e quase 10 milhões de linhas ativas de telefonia móvel, com acesso a Internet, não podemos jamais ignorar isso na propaganda política, quem virar as costas para esse novo universo ligando as pessoas, é um analfabeto virtual.

Das linhas ativas na telefonia móvel do Pará a teledensidade é de 129 acessos por 100 habitantes. Ou seja, o caboclo não usa só um chip, usa dois três. Segundo a Anatel, a Vivo liderava o mercado; seguida da TIM, da Claro, e da Oi, e outras pixotes que nem tem por aqui - esse é o ranking atual. 

Essa primeira explanação é para afirmar com certeza, que o celular entrou na vida do eleitor pra valer. Arrisco a dizer aqui, que mais de 80% do cidadão que vota, tem celular com acesso as redes sociais, posta foto, compartilha e esculhamba os políticos.

Nenhum político de hoje, pode ignorar esse emaranhado de redes ligando o eleitor, sua opinião e sua escolha, é certo que ninguém ainda sabe a fórmula de conquistá-los, mas já sabemos muita coisa do que eles não gostam, - a ausência do político nas redes é uma.

Em julho de 2014 o IBGE divulgou que de cada 100 domicílios paraenses, apenas 10,97 tinham acessos à internet, ou seja, o velho computador de mesa na casa da família, mas às linhas de telefonia móvel, o Pará apareceu com 9,2 milhões e todas com acesso a Internet.

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA) divulgou os números atualizados de eleitores em outubro. Cinco milhões estavam aptos a votarem nos 144 municípios paraenses. Dentre eles, 637 mil usaram a biometria para votar em nove municípios.

Resumindo; todo eleitor tem acesso a internet e as redes sociais através do celular. Colocando aqui de maneira simplória, eu que participei ativamente nas redes sociais fazendo campanha política, posso garantir uma coisa que observei nestas eleições.

O prefeito de Santarém Alexandre Von, não apareceu nenhuma vez para pedir votos nas redes sociais para eleger seus candidatos, estou me referindo, deputado estadual e federal, - Von não elegeu ninguém, todos que ele apoiou não conseguiram êxito.

O deputado federal Lira Maia, não foi visto pedindo votos, debatendo, fazendo campanha nas redes sociais, também não elegeu nenhum de seus candidatos, inclusive ele. O prefeito de Oriximiná Luiz Gonzaga, também não fez campanha virtual e não elegeu o candidato dele Leôncio PMDB, que tinha uma vitória praticamente garantida.

Esses são alguns pontos em comum, é certo que muitos fizeram campanha nas redes sociais e também não se elegeram, isso é verdade, o que fica para nós, é que se o candidato aparece nas redes, diariamente, participando dos debates, ele tem mais chances.

Temos certeza, que neste momento, planejar uma estratégia de campanha política, nas redes é o grande segredo. O que o político quer mostrar, como vai aparecer, dizendo o que, de que maneira, forma, cor, sobre o que ele vai opinar, algum assunto e coisa e tal.

O designer de web, o jornalista e o blogueiro são as peças fundamentais para se projetar politicamente nas redes sociais. O que se sabe é que a linguagem de Internet, não é a mesma da TV e nem dos jornais impressos, ela é mais despojada e enxuta ao máximo.

O que a gente também sabe é que político que não se adaptar a esta nova realidade, sua garantia de sucesso nas urnas é quase zero. Posso brincar aqui, de que quando o prefeito Gonzaga de Oriximiná falava para o eleitor dele nos comícios, o caboclo estava no local, mas com o celular nas mãos, prestando atenção o WhatsApp e no Facebook...

...Menos no que o prefeitão de Oriximiná falava, então deu no que deu, e isso não aconteceu só com ele, foram muitos políticos velhos que ultrapassaram de vez nas ultimas eleições - derrotados - se para quem está nas redes é difícil, quem não está é impossível.

O Pará tem 5 milhões de eleitores e quase 10 milhões de linhas ativas de telefonia móvel, com acesso a Internet, não podemos jamais ignorar isso na propaganda política, quem virar as costas para esse novo universo ligando as pessoas, é um analfabeto virtual.  

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