sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

● Servidores do Estado protestam no Parazinho contra Jatene que prometeu pagar retroativo, mas depois de reeleito mudou de ideia, putitanga!

● PROTESTO NO PARAZINHO - SERVIDORES DO ESTADO AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE -  O presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado do Pará, Valdo Martins, disse: “...Nós estamos diante de um governador que muda de opinião toda hora. Em negociações anteriores ele disse que iria pagar e fazer os cálculos para reajuste do valor e agora ele mudou”. A confusão é pelo retroativo de 1994, veja só, o Jatene para ganhar a eleição disse que iria pagar este ano, se reelegeu e mudou de ideia, o lesos votaram no Jajá e se deram mal – Bem feito né! Leia aqui a ingrisilha▼

SERVIDORES PROTESTAM E AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE
Servidores protestam e ameaçam entrar em greve (Foto: Fernando Araújo)
Categoria fechou a Almirante em protesto contra a decisão do Estado de não pagar o retroativo referente a 1994 (Foto: Fernando Araújo)
Funcionários públicos do estado podem entrar em greve por tempo indeterminado. Representantes sindicais se reuniram, ontem pela manhã, com representantes da Secretaria de Estado de Administração (Sead), a fim de negociar o prazo para pagamento do retroativo referente a 1994.
No entanto, o prometido por Simão Jatene, na época das eleições, não será mais cumprido e os servidores fecharam as duas vias da avenida Almirante Barroso. 
A manifestação começou, primeiramente, em frente a sede da secretaria, localizada na travessa do Chaco. Uma comissão com cerca de nove representantes de sindicatos de servidores públicos que atuam na capital, se reuniram com a titular da secretaria, Alice Viana, a fim de decidir sobre as formas e prazos para o pagamento do retroativo de 22,45% a, aproximadamente, 15 mil funcionários que aderiram ao Termo de Adesão da Sead.
Mas, após uma reunião que durou cerca de 2h30, a Sead informou que não irá realizar ainda o pagamento. Segundo o presidente da Federação dos Servidores Públicos do Estado do Pará, Valdo Martins, o motivo é que o pagamento não será realizado enquanto não sair o resultado da ação rescisória que tramita no Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), feita pelo governo, pedindo a anulação do pagamento. 
PROMESSA
Ainda segundo ele, Simão Janete, durante a campanha eleitoral, fez promessas aos servidores e chegou a distribuir panfletos afirmando que o pagamento seria feito em 2015.
“O que brigamos hoje é pelo retroativo de 94 para cá e o governo entrou com uma ação rescisória tentando anular este pagamento e disseram que se perderem aqui, vão recorrer a Brasília. Nós estamos diante de um governador que muda de opinião toda hora. Em negociações anteriores ele disse que iria pagar e fazer os cálculos para reajuste do valor e agora ele mudou”.
 Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado no Município de Belém (Sispemb), Leandro Borges, a categoria pedia o início do pagamento até março de 2015 em, 60 vezes. “Eles alegaram que estão em crise econômica, mas é mentira, foi destinado e orçado R$ 2,2 bilhões”.
Borges afirmou ainda que os sindicatos deverão se reunir para decidir sobre uma possível greve. “A greve geral não está descartada. Vamos fazer uma plenária, reunir com sindicatos e depois chamar a categoria e definir uma greve”, contou. 
A categoria decidiu fechar a avenida Almirante Barroso com a travessa do Chaco por 30 minutos. As duas pistas e o BRT foram tomados pelos servidores públicos. O trânsito foi liberado às 13h. Em nota, o Governo do Estado disse que “lamenta a manifestação dos sindicatos que interrompeu o fluxo de veículos na Avenida Almirante Barroso, mesmo após os representantes dos sindicatos terem sido recebidos pela secretária de Estado, Alice Viana e pelo Procurador Geral do Estado, Antônio Saboia”.
A nota diz ainda que durante a reunião, “o Governo do Estado afirmou que aguarda o julgamento da ação rescisória que corre desde 2012 sobre o pagamento do retroativo dos 22,45% e que tão logo o poder judiciário julgue o mérito da ação, o Estado retoma a mesa de negociação com os sindicatos”. (Diário do Pará)

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