SENADORES TUCANOS ORGANIZAM VIAGEM PARA VENEZUELA
Senadores do PSDB irão liderar uma comitiva da Casa que
desembarca em Caracas na quinta-feira, 18, para um gesto político de apoio à
oposição da Venezuela. Segundo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a frente será
“suprapartidária” e tem como objetivo preencher a lacuna deixada pelo governo
brasileiro, que apoia a gestão de Nicolás Maduro. “Nós estaremos, na verdade,
suprindo, com nosso gesto, a gravíssima omissão do governo brasileiro em
relação a essa questão. Não estamos falando de A ou B, estamos falando de
respeito à democracia e às liberdades”, afirmou. Aécio também afirmou que a
viagem atende a um pedido de Lilian Tintori, mulher do oposicionista
venezuelano Leopoldo López, que está preso desde fevereiro de 2014. Ela esteve
no Brasil no mês passado e se encontrou com diversos parlamentares. A visita
fez parte de uma campanha internacional que pede a libertação do seu marido e
de outros supostos presos políticos. Segundo Aécio, López está em greve de fome
há 22 dias para pressionar o governo venezuelano a marcar a data das eleições
parlamentares daquele país, o que, pela previsão inicial, deveria acontecer no
segundo semestre. “Eu tenho dito que quando se fala em democracia e em
liberdade não há que se respeitar fronteiras. Vamos, portanto, um grupo suprapartidário,
de forma absolutamente respeitosa, dizer que na nossa região o tempo do
autoritarismo já passou. É hora de fortalecermos a democracia e a democracia
pressupõe respeito ao contraditório”, afirmou o tucano. A viagem está sendo
organizada pelo senador Aloysio Nunes, presidente da Comissão de Relações
Exteriores (CRE) do Senado. Segundo ele, alguns membros de partidos da base
devem integrar a comitiva, mas nenhum senador do PT manifestou interesse até
agora. Quando o grupo de mulheres de presos políticos estiveram no Brasil, elas
foram recebidas por um integrante do Itamaraty. O ministro das Relações
Exteriores, Mauro Vieira, também convocou uma coletiva para comentar o assunto
e cobrou que o governo do país vizinho convocasse as eleições no “menor prazo
possível”. (Isadora Peron, O Estado de S. Paulo)

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