UM BATE PAPO EXCLUSIVO COM A PREFEITA DE CURUÁ PA
1 – Prefeita
Adriana, você vai para reeleição? Com quem?
Resposta: quando aceitei ser candidata a
prefeita, não tinha a intenção de seguir carreira política, mas aceitei o
convite por ouvir o clamor do povo por mudança. Não trabalhei em nenhum momento
pensando em reeleição, mas me dediquei com todas as forças a fazer o melhor por
Curuá e pelo seu povo, mesmo que algumas vezes precisasse tomar algumas medidas
impopulares. Como prefeita ou não, sempre vou estar trabalhando pelo
desenvolvimento da minha cidade e a questão da reeleição será avaliada por meu
partido no momento oportuno.
2 – Como
você avalia sua administração, de 0 a 10, qual nota você daria para sua gestão?
Resposta: Uma auto avaliação é sempre
difícil. Tivemos muitos avanços, mas também temos ainda muitos desafios a
vencer. Curuá é um município pequeno que depende totalmente dos repasses e
convênios com Estado e União. Mas são muitas as demandas, algumas solucionadas,
outras ainda não. Por isso, prefiro que a própria população faça sua avaliação.
3 – Você
tem mais apoio em verbas e outros projetos, que beneficiaram o seu município, do
Governo Jatene ou do Governo Dilma?
Resposta: Os dois entes federados tem sido
importante em nossa administração, através do governador Simão Jatene Recebemos
uma ambulância, uma ambulancha, concluímos a Escola Estadual Soraya Marques
Chayb, estamos construindo o mercado do peixe e a feira do produtor rural, foi
instalada a policia civil com três funcionários (Delegado, investigador e
Escrivão) e em fase de conclusão a UIPP – Unidade Integrada do Pró Paz. Do
Governo Dilma, estamos construindo três UBS e Duas quadras poliesportivas e uma
cobertura de quadra.
4 – Quem
são seus adversários políticos, você tem medo deles ou você não tem adversários
políticos?
Resposta: Eu respeito todas as correntes
políticas, de todas as tendências, pois é legítimo que todos busquem seu
espaço. Eu não tenho medo de adversários, pois sempre se espera que os embates
sejam no campo das ideias e das propostas. E para enfrentar esse debate temos
um trabalho sólido, com obras e ações que são avanços inquestionáveis. Tenho
por princípio respeitar a todos independente de cor partidária e procurei
imprimir essa filosofia no meu governo, banindo qualquer tipo de perseguição ou
favoritismo e isso certamente pode ter decepcionado alguns que esperavam
favorecimento pessoal. Espero dos meus opositores o mesmo respeito, e repudio
qualquer tipo de ataque pessoal, caluniosos e difamatórios, quem quer ocupar um
cargo público tem que mostrar propostas e não promover ataques à honra das
pessoas.
5- O que
você gostaria de ter feito em sua administração que não vai ter condições de
realizar, uma obra, uma ação social, qual seria?
Resposta: antes de ser prefeita eu fui
secretaria de saúde e sei quais são as dificuldades por não ter um hospital em
nossa cidade, a obra que gostaria de fazer é um hospital de pequeno porte com
22 leitos, setor cirúrgico, maternidade, etc,
tenho me esforçado muito junto ao governo do estado e parlamentares para
alcançar esse objetivo para nossos munícipes, já foi feito projeto e vistoria
da SESPA. Na Educação; é um núcleo da Universidade Federal do Oeste do Pará, com
cursos voltados para os docentes e para os egressos do ensino médio. Outra obra
que gostaria de fazer é no esporte, uma vez que nosso povo ama o esporte, e
vejo a necessidade de um ginásio poliesportivo e um estádio. Tenho determinação
eu vou lutar até o ultimo dia de meu mandato para alcançar cada objetivo que
vai melhorar a vida do nosso povo.
6 – Tá
difícil de ser politico hoje em dia?
Resposta: As cobranças são muitas, a
população precisa de muita atenção, serviços básicos e obras de infraestrutura.
Fico muito frustrada quando estou diante de um pedido que não posso atender.
Infelizmente os recursos disponíveis não são na mesma quantidade que a vontade
de fazer pelo povo, mas jamais fiquei descansando esperando dinheiro cair do
céu. Viajei várias vezes a Brasília e Belém, e de cada uma dessas viagens algum
fruto colhemos. Para mim, o mais difícil de ser político é não poder atender a
um pedido de um cidadão curuaense.
7 – O
povo tem colaborado com sua administração, tem sido compreensível com você?
Resposta: A população cobra, e tem direito
de fazer essas cobranças, pois o governo existe para solucionar os problemas da
coletividade. Mas percebo também uma compreensão de que estamos aplicando
corretamente o dinheiro público e que Curuá avançou muito na minha administração.
Eu administro com o povo do meu lado, recebo diariamente pessoas de todos os
cantos de Curuá, acompanho seus problemas e não meço esforços para resolvê-los.
Felizmente percebemos uma boa recepção e reconhecimento por esse trabalho desenvolvido.
8 – Seus
opositores atrapalham a sua administração, torcem contra suas ações?
Resposta: Existe sim uma parte muito
pequena de pessoas movidas por interesses políticos que tentam atrapalhar meu
governo, sempre visando se beneficiar do poder. São pessoas que não conseguiram
de mim os benefícios pessoais que pretendiam. São aqueles que jogam sujo, criam
factoides, partem para baixaria e ofensas pessoais nas redes sociais e plantam
noticias falsas na imprensa. Mas percebo com felicidade que esses atos são
repudiados pela população, que já sabem separar o joio do trigo.
9 – Você
sonha em ser deputada? Quais suas pretensões politicas?
Resposta: Não tenho pretensões políticas
futuras. Prefiro dar um passo de cada vez com os pés bem apoiados no chão.
10 – Como
você observa essa crise econômica e politica nacional?
Resposta: A crise pela qual o Brasil passa
hoje está diretamente ligada ao quadro de corrupção que se instalou no governo
federal e na evidente incompetência do grupo político que comanda o Brasil em
governar um pais tão grande e tão rico. Com todo o potencial que nosso país
tem, na indústria, no turismo, na produção de alimentos e em tantas outras
áreas, a crise mundial deveria passar distante de nosso país, mesmo com o
cenário desfavorável na economia mundial. O descontrole nas contas públicas se
refletem nos sucessivos cortes no orçamento. E isso atinge diretamente os
pequenos municípios como o nosso. Os cortes de repasses este ano estão causando
prejuízos irreparáveis, tivemos que cortar vários serviços prestados à
população carente e os recursos mal dão para a manutenção da máquina
administrativa, como pagamento de servidores. Mesmo com todas essas restrições
e dificuldades, estamos tentando manter equilibradas as nossas contas, mas
ficamos impossibilitados de fazer investimentos com recursos próprios,
dependendo totalmente de convênios para a realização de obras de maior
envergadura. A falta de eficiência do governo federal tem penalizado de forma
direta a população dos pequenos municípios, que sofrem com falta de
infraestrutura, saneamento, com poucos recursos para ações de saúde e
assistência social, transferindo para as administrações municipais
responsabilidade de arcar sozinhas com o ônus. Mas sou uma pessoa otimista, e
tenho fé que tudo possa melhorar.

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