sábado, 14 de maio de 2016

● CAGUETA APÓCRIFO – Uma carta anônima entregou Collor ao Procurador Geral da República – A carta veio contando direitinho todas a patifarias que envolve milhões em obras de arte

A CARTA ANÔNIMA QUE LEVOU JANOT AO ‘LARANJA’ DAS OBRAS DE ARTE DE COLLOR
Carta escrita por uma testemunha anônima e endereçada em outubro de 2015 ao procurador-geral da República Rodrigo Janot abriu caminho para uma investigação sobre as obras de arte do senador Fernando Collor (PTC-AL). A testemunha indicou uma galeria, um escritório e um restaurador por meio dos quais o parlamentar teria desembolsado uma fortuna por antiguidades, raridades, joias e porcelanas. A partir dessas informações, a Procuradoria-Geral da República, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), deflagrou a Operação Catilinárias, em 15 de dezembro do ano passado. A carta apócrifa havia sido enviada menos de dois meses antes. “Ilmo. Senhor Procurador-Geral da Republica, Dr. Rodrigo Janot. Há cerca de 2 meses estou para escrever a V. Exa depois que foi difundido nos meios de comunicação social sobre a apreensão de bens nomeadamente carros do senador Fernando Collor de Mello”, escreveu a testemunha, em 36 linhas datilografadas. Collor é investigado em seis inquéritos na Lava Jato, incluindo o processo pelo qual ele e a mulher foram denunciados. Além do inquérito envolvendo os carros de luxo, o senador também foi denunciado em outro processo, por suposta participação criminosa relacionada à BR Distribuidora. Segundo a PGR, a divisão era voltada principalmente ao desvio de recursos em proveito particular de Collor, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro. Para fazer chegar sua correspondência às mãos do chefe do Ministério Público Federal, em Brasília, o denunciante identificou-se com nome e endereço fictícios. Leia mais no Estadão.

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