● MAIA DEFENDE PRIVATIZAÇÕES E QUESTIONA ESTABILIDADE NO
EMPREGO PÚBLICO - O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia,
defendeu hoje (4) a privatização das empresas públicas durante o Fórum Exame,
voltado a empresários, na capital paulista. “Não precisamos privatizar para
zerar o deficit público, mas para ter certeza de que sabemos que, nas mãos do
setor privado, [as empresas] são mais eficientes”, disse. Maia levantou também
a questão da estabilidade do emprego no setor público. “Existem áreas em que
será necessária alguma estabilidade, outras não são necessárias”. O presidente
em exercício citou como argumento para uma possível mudança no status dos
servidores a falta de recursos para a Previdência pública não apenas em âmbito
federal, mas também nos estados brasileiros. Sobre a análise de uma possível
nova denúncia a ser oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra
o presidente Michel Temer, Maia disse que é importante que a questão se encerre
rapidamente para não prejudicar a agenda de reformas. Maia declarou que
respeitará as decisões da PGR, mas que, se não houver embasamento, a denúncia
será arquivada. A expectativa é que a Câmara dos Deputados aprecie a denúncia
até o final de setembro. “Temos que começar a separar as coisas. A gente
precisa que a Câmara tenha uma agenda de reformas permanente”, defendeu.
Segundo Maia, a previsão é de que a reforma da Previdência entre em votação em
outubro e que a maior dificuldade será conseguir os votos necessários para a
aprovação em primeiro turno. “O problema não é a data, é ter voto para votar.
Hoje tem menos votos do que antes”, declarou. Ele calcula que, atualmente, não
será possível alcançar mais que 280 votos, quantidade abaixo dos 308
necessários para uma mudança na Constituição. (Fernanda Cruz, Agência Brasil)

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