● CIRO: JAMAIS
FOI TAREFA DA INICIATIVA PRIVADA RESOLVER QUESTÕES DE DESENVOLVIMENTO
- O candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou neste
domingo que nada tem contra os empresários, que são essenciais para o
progresso, “porém jamais foi tarefa da iniciativa privada resolver questões de
desenvolvimento”. Ele afirmou defender estímulos do governo não para criar
companhias que sejam campeãs nacionais, mas a setores, que têm maior
desequilíbrio com a competição internacional, como petróleo e gás, saúde, complexo
industrial do agronegócio e biotecnologia. “O Brasil não vai sair dessa
encalacrada sem um projeto nacional de desenvolvimento”, afirmou o candidato.
Ciro voltou a defender neste domingo a revogação do teto de gastos já no começo
do ano que vem, e a criação de novos tributos, entre eles, um para lucros e
dividendos e outro para grandes heranças. No caso dos lucros, ele reforçou que
apenas poucos países no mundo, como a Estônia, não cobram este tributo. Ao
falar da revogação do teto de gastos, Ciro disse que quem governou o Brasil nos
últimos anos foi o “rentismo”. Por isso, o setor financeiro vai se mobilizar
contra a revogação, alegando, segundo ele, a necessidade de equilíbrio fiscal e
a sanidade das contas públicas. “Só tem chances [de revogação] se houver sólida
mobilização popular.” “O Brasil não vai sair dessa encalacrada sem um projeto
nacional de desenvolvimento”, disse Ciro, ressaltando que o Brasil tem elevado
déficit primário e dívida bruta de R$ 5 trilhões. O pedetista participou de
sabatina no evento “Conhecer – Eleições Presidenciais” na Casa de Portugal em
São Paulo neste domingo. O candidato ressaltou em suas declarações que 55% do
Orçamento público são despesas com juros, enquanto 29% são gastos com
previdência, que em grande maioria se concentram em um grupo pequeno de
privilegiados, como os magistrados. O teto, ressaltou Ciro, deixa livre os
gastos com Previdência. Para o pedetista, governo de Michel Temer está
mostrando uma “pseudoausteridade”. (Estadão Conteúdo)

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