Com a devida “bênção” de Laverna, que na mitologia
Romana, era considerada a Deusa dos ladrões e trapaceiros, nesta quarta feira
(11), uma comissão especial da Câmara discutia a Lei Geral das Agências Reguladoras,
que busca replicar o mecanismo que existe na Lei das Estatais. O projeto visava
proibir que políticos indicassem parentes ou dirigentes partidários para cargos
de direção das agências.
Não poderia ser diferente, pois se não pode haver
familiar ou aliado de político no comando ou no conselho de administração de
empresa estatal, logicamente não pode haver na direção de órgãos que regulam
atividades essenciais, muitas delas exercidas por estatais.
No entanto, os deputados da comissão derrubaram esse
dispositivo, liberando nomeações políticas nas agências. Ademais, não
satisfeitos com o que já estava ruim, aprovaram também no projeto de lei que
estavam discutindo, uma emenda que revoga o ponto mais importante da Lei das
Estatais, que é justamente a proibição de nomeações políticas, tornando o fato
digno da agilidade da Deusa Romana.
É lamentável que após dezenas de ações da Lava Jato e
evidências de toda parte, após provas e estudos do mundo todo, uma parcela da
população simplesmente não quer saber de nada e ainda não entendeu que:
– Empresas privadas são quase sempre mais eficientes e
honestas do que empresas públicas. Claro que tem exceções, mas para cada
empresário corrupto, na outra ponta há sempre um agente público pronto para ser
corrompido.
– Estatal não é e nunca foi “do povo”. Quem ganha com
estatais são os políticos corruptos, que são nomeados para dirigi-las e mamar
nas tetas de cargos e propinas. Se não acredita, tente pedir sua parte nos
lucros, então!!
– Sim, tem empresas que corrompem (tipo Odebrecht), mas
notem que quase sempre do outro lado tem uma estatal (tipo Petrobrás) sendo
corrompida. Pois não pode haver o empresário corrupto sem o agente público
corruptível.
– Se alguém roubar uma empresa privada quem perde é o
dono. Se roubarem uma estatal quem paga a conta somos nós, pagadores de
impostos, pois sem aporte financeiro “público”, muitas estatais já teriam
fechado as portas à tempos!
– Se a empresa privada for ruim ela quebra e sai do
mercado. Se a Estatal for ruim ela dá prejuízo e você paga a conta através de
aportes financeiros do erário público.
– As empresas privadas mais reclamadas do Brasil são
justamente nos setores onde o governo se mete mais, como: telefonia, setor
aéreo, planos de saúde. Setores mais livres tem as empresas mais admiradas (por
exemplo Nestle, Apple, etc)
– Funcionário preguiçoso e incompetente no setor privado
vai para a rua. Na estatal ele passa o resto da vida lá graças a sua
“estabilidade”, e você tem que aturar.
Portanto, o ostracismo e a rejeição pública de quem quer
mais estado e menos liberdade já ajudaria bastante. Contudo, seria muito
melhor, se esses “estadocentristas” não conseguissem mais se eleger. No
entanto, graças aos eleitores “adoradores do Estado”, que “odeiam políticos”,
mais “adoram governo”, essa turma com certeza estará no congresso novamente em
2019, e novamente com as bênçãos de Laverna…
Fonte: RG 15/O Impacto

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