sábado, 14 de julho de 2018

– Se a empresa privada for ruim ela quebra e sai do mercado. Se a Estatal for ruim ela dá prejuízo e você paga a conta através de aportes financeiros do erário público.

Com a devida “bênção” de Laverna, que na mitologia Romana, era considerada a Deusa dos ladrões e trapaceiros, nesta quarta feira (11), uma comissão especial da Câmara discutia a Lei Geral das Agências Reguladoras, que busca replicar o mecanismo que existe na Lei das Estatais. O projeto visava proibir que políticos indicassem parentes ou dirigentes partidários para cargos de direção das agências.
Não poderia ser diferente, pois se não pode haver familiar ou aliado de político no comando ou no conselho de administração de empresa estatal, logicamente não pode haver na direção de órgãos que regulam atividades essenciais, muitas delas exercidas por estatais.
No entanto, os deputados da comissão derrubaram esse dispositivo, liberando nomeações políticas nas agências. Ademais, não satisfeitos com o que já estava ruim, aprovaram também no projeto de lei que estavam discutindo, uma emenda que revoga o ponto mais importante da Lei das Estatais, que é justamente a proibição de nomeações políticas, tornando o fato digno da agilidade da Deusa Romana.
É lamentável que após dezenas de ações da Lava Jato e evidências de toda parte, após provas e estudos do mundo todo, uma parcela da população simplesmente não quer saber de nada e ainda não entendeu que:
– Empresas privadas são quase sempre mais eficientes e honestas do que empresas públicas. Claro que tem exceções, mas para cada empresário corrupto, na outra ponta há sempre um agente público pronto para ser corrompido.
– Estatal não é e nunca foi “do povo”. Quem ganha com estatais são os políticos corruptos, que são nomeados para dirigi-las e mamar nas tetas de cargos e propinas. Se não acredita, tente pedir sua parte nos lucros, então!!
– Sim, tem empresas que corrompem (tipo Odebrecht), mas notem que quase sempre do outro lado tem uma estatal (tipo Petrobrás) sendo corrompida. Pois não pode haver o empresário corrupto sem o agente público corruptível.
– Se alguém roubar uma empresa privada quem perde é o dono. Se roubarem uma estatal quem paga a conta somos nós, pagadores de impostos, pois sem aporte financeiro “público”, muitas estatais já teriam fechado as portas à tempos!
– Se a empresa privada for ruim ela quebra e sai do mercado. Se a Estatal for ruim ela dá prejuízo e você paga a conta através de aportes financeiros do erário público.
– As empresas privadas mais reclamadas do Brasil são justamente nos setores onde o governo se mete mais, como: telefonia, setor aéreo, planos de saúde. Setores mais livres tem as empresas mais admiradas (por exemplo Nestle, Apple, etc)
– Funcionário preguiçoso e incompetente no setor privado vai para a rua. Na estatal ele passa o resto da vida lá graças a sua “estabilidade”, e você tem que aturar.
Portanto, o ostracismo e a rejeição pública de quem quer mais estado e menos liberdade já ajudaria bastante. Contudo, seria muito melhor, se esses “estadocentristas” não conseguissem mais se eleger. No entanto, graças aos eleitores “adoradores do Estado”, que “odeiam políticos”, mais “adoram governo”, essa turma com certeza estará no congresso novamente em 2019, e novamente com as bênçãos de Laverna…
Fonte: RG 15/O Impacto

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