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LEVY: BNDES PRECISA MUDAR PARA RESPONDER ÀS NOVAS CONDIÇÕES DO PAÍS - Ao tomar
posse hoje (7) na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), Joaquim Levy afirmou que a instituição precisa continuar se
transformando para responder às novas condições do país, às expectativas da
nação e às promessas do governo. “Estamos na antessala de um novo ciclo de
investimentos em uma economia que será mais aberta, mais vibrante, com mais
espaço para o setor privado e para os mercados de capital. O papel do BNDES é
contribuir nesse ambiente desenvolvendo novas ferramentas, novas formas de
trabalhar, próximos e em parceria com o mercado”, disse. Segundo Levy, o BNDES
vai combater o patrimonialismo e as distorções já verificadas. “Isso tem que
mudar e continuar mudando, evitando o voluntarismo. A ferramenta para isso tem
que ser a ética, a transparência, a responsabilidade e a responsabilização”,
acrescentou. O novo dirigente do banco de fomento disse que sua gestão vai
continuar ajustando o balanço da instituição. “O nosso balanço hoje depende em
uma proporção talvez exagerada, certamente menos exagerada do que há quatro
anos, mas ainda provavelmente exagerada, de recursos do Tesouro, e que tem que
ser adequado para que se tenha adequado retorno do capital que é de cada um da
população”. Levy tomou posse no Palácio do Planalto, em cerimônia comandada
pelo presidente Jair Bolsonaro, com a presença do ministro da Economia, Paulo
Guedes. Na mesma cerimônia, tomaram posse os novos presidentes do Banco do
Brasil, Rubem Novaes; e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Com
experiência na administração pública, Levy foi ministro da Fazenda de janeiro a
dezembro de 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff, com a promessa de
realizar um ajuste fiscal para conter os gastos públicos. Engenheiro naval de
formação, Levy tem doutorado em economia da Universidade de Chicago (Estados
Unidos), na qual também estudou Paulo Guedes. Joaquim Levy foi ainda secretário
do Tesouro Nacional entre 2003 e 2006, durante o primeiro mandato de Luiz
Inácio Lula da Silva. Antes, no governo do presidente Fernando Henrique
Cardoso, foi secretário adjunto da Secretaria de Política Econômica do
Ministério da Fazenda, no ano 2000. De 2010 e 2014, Levy foi diretor do Banco
Bradesco. Para assumir a presidência do BNDES, Levy deixou a Diretoria
Financeira do Banco Mundial. (Agência Brasil)

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