● SECRETÁRIO DEFENDE TIRAR DA CONSTITUIÇÃO REGRAS DE
BENEFÍCIOS - O secretário de Previdência Social do Ministério da Economia,
Leonardo Rolim, defendeu a retirada da Constituição de todas as regras de
acesso, de cálculo e de reajuste das aposentadorias no País. Em entrevista ao
Estadão/Broadcast, o secretário informou que a ideia é que uma lei complementar
trate de todas essas exigências para “desinchar” a Constituição. Segundo Rolim,
o Brasil é único País do mundo que tem na Constituição os parâmetros para a
Previdência. “A Constituição tem que ser uma coisa estável, não pode ficar
alterando toda hora”, disse. Para mexer na Constituição são necessários 308
votos na Câmara e 49 no Senado, em duas votações. Já para se aprovar um projeto
de lei complementar, são precisos 257 votos dos deputados e 41 dos senadores em
um turno em cada Casa. Na reforma da Previdência proposta pelo governo Jair
Bolsonaro, a regra de acesso à aposentadoria vai passar a ser 65 anos (homens)
e 62 anos (mulheres) até que um projeto de lei complementar defina outros
parâmetros. O cálculo do valor do benefício proposto levará em conta apenas o
tempo de contribuição e também deixará a Constituição. Pela regra que foi
proposta, até que seja mudada por uma proposta de lei o trabalhador terá
direito a 100% do benefício somente se atingir 40 anos de contribuição. A forma
de correção, garantindo aumento atrelado à inflação, também não estará mais na
Constituição, caso a reforma seja aprovada. “Está mantida a regra atual pelo
reajuste do INPC (índice de inflação). Não significa que o governo quer
alterar, significa que quer deixar na forma correta”, afirmou Rolim. Segundo
ele, a lei ordinária que trata da correção, que está em vigor, será elevada de
“status” se a reforma for aprovada para lei complementar (ou seja, que trata de
temas definidos na Constituição). (Estadão)

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