“Se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir,
quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa
tá séria”, afirmou ele em uma conversa com um amigo que veio a público no fim
de semana.
O artista relatou ainda uma reunião que teve com o
próprio presidente Jair Bolsonaro e com militares “do Exército, da Marinha e da
Aeronáutica” em que informou o que faria.
O áudio circulou na cúpula do Judiciário e também entre
parlamentares e foi reproduzido pelos principais veículos de notícia.
O cantor tinha divulgado também um vídeo, mais ameno, em
que convidava apoiadores de Bolsonaro para o protesto em Brasília e em outras
cidades, marcado para dia 7 de setembro.
“Ele está muito triste e depressivo porque foi mal
interpretado. Ele quer apenas ajudar a população. Está magoado demais”, diz a
mulher de Reis, Angela Bavini.
“O sérgio foi induzido por pessoas que dizem estar em um
movimento tranquilo. No fim, todo mundo vaza [desaparece], e sobra para ele,
que é uma celebridade”, segue ela.
A mulher do cantor afirma que sempre foi contra o
envolvimento do marido em movimentos políticos e que tentou alertá-lo sobre as
consequências. “Ele é querido e amado pelo Brasil inteiro, de direita, de
esquerda”.
A péssima repercussão do áudio estaria fazendo com que
ele “caísse na real” sobre o resultado de participar diretamente de movimentos
como o do 7 de setembro.
Segundo ela, o cantor jamais pensou em invadir o STF e
quebrar tudo. “Ele falou no impulso, mas estava conversando com um amigo”,
afirma Angela, contrariada porque a conversa, informal, foi divulgada nas redes
sociais sem o conhecimento de Sérgio Reis.
Angela afirma que o artista se recolheu para descansar e,
por orientação médica, não dará mais entrevistas nem falará com amigos, para
evitar maiores aborrecimentos.
“A diabetes dele subiu que é uma barbaridade”, diz ela,
creditando a situação ao estresse. “O Sergio às vezes não tem noção do nome
dele, do tamanho dele”, segue.
Angela diz que está ao lado do marido, dando todo o
carinho possível a ele até que as coisas voltem a se acalmar. (Mônica Bergamo,
Folhapress)
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