quinta-feira, 14 de outubro de 2021

● BOLSONARO está na contramão da opinião pública - Brasileiro é apaixonado por fila e por vacina, mas o presidente é arengado com os imunizantes, putitanga!

● PARA ALÉM DO CONSTRANGIMENTO A QUE EXPÕE O BRASIL, Jair Bolsonaro faz aposta arriscada ao não se vacinar contra a covid-19, a um ano da eleição: até agora os brasileiros mostram que os discursos contra os imunizantes não fazem sucesso no País. Ou seja, apesar de eficiente para angariar apoiadores radicais e mobilizá-los nas tertúlias virtuais, a atitude antivax tem tudo para ser rechaçada nas urnas: os maiores colégios eleitorais (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza) já se aproximam de 100% de vacinados com ao menos uma dose. Os dados oficiais nessas capitais são animadores em termos de adultos vacinados: em São Paulo, 100%; no Rio, são 99,8%; Salvador e Fortaleza já chegaram a 94%; e Belo Horizonte está em 81,7%. “É estranho Bolsonaro se apresentar à reeleição e não se atentar às pessoas. Ele está na contramão da opinião pública. Não à toa cresce sua rejeição. É uma tendência. Uma resposta do eleitorado”, diz o cientista político José Álvaro Moisés, da USP. Enquanto segue à risca a cartilha de Steve Bannon (o ex-estrategista de Donald Trump) em discursos e narrativas, Bolsonaro parece deixar passar batido o fato de que o comportamento brasileiro é diferente do que tem acontecido nos Estados Unidos. Por lá, o discurso antivacina de trumpistas está entre os fatores que têm feito a vacinação desacelerar e empacar no patamar de 60% a 66%. (Fonte: Coluna do Estadão)

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