terça-feira, 11 de janeiro de 2022

● CARTA DO ALMIRANTE - O ano de 2022 começou com uma ingrisilha que abalou o presidente Jair Bolsonaro - A carta arengueira do Presidente da Anvisa rebatendo o presidente.


CARTA DO ALMIRANTE BARRA TORRES, PARA O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO

‘Senhor Presidente, como Oficial General da Marinha do Brasil, servi ao meu país por 32 anos’. Pautei minha vida pessoal em austeridade e honra’.

‘Honra à minha família que, com dificuldades de todo o tipo, permitiram que eu tivesse acesso à melhor educação possível, para o único filho de uma auxiliar de enfermagem e um ferroviário’.

‘Como médico, Senhor Presidente, procurei manter a razão à frente do sentimento. Mas sofri a cada perda, lamentei cada fracasso, e fiz questão de ser eu mesmo, o portador das piores notícias, quando a morte tomou de mim um paciente’.

‘Como cristão, Senhor Presidente, busquei cumprir os mandamentos, mesmo tendo eu abraçado a carreira das armas. Nunca levantei falso testemunho’.

‘Vou morrer sem conhecer riqueza, Senhor Presidente. Mas vou morrer digno’.

‘Nunca me apropriei do que não fosse meu e nem pretendo fazer isso, à frente da Anvisa. Prezo muito os valores morais que meus pais praticaram e que pelo exemplo deles eu pude somar ao meu caráter’.

‘Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente’.

‘Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa, aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar’.

‘Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate’.

‘Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente’.

‘Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário’.

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