Picler, que declarou em 2018 ter patrimônio de R$ 48,9
milhões, lista duas razões centrais para se alinhar dessa vez ao lado de Moro
em vez de Bolsonaro. A primeira é que o presidente não manteve a promessa de
acabar com a reeleição. A segunda é que entende ser necessário apoiar os
valores da Operação Lava Jato, especialmente com o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva na disputa.
“Não tenho nada contra o Bolsonaro”, afirmou Picler ao
Estadão. “Ajudei ele. Na época, ele disse que não haveria reeleição, que ia
acabar com a reeleição, que não concorreria à reeleição. Também falou muito de
Lava Jato. No fim, acabou tendo reeleição e a Lava Jato sofreu um revertério
muito grande”, ressalta Picler, que hoje está filiado ao Patriota, mas deve
trocar de legenda para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
“O Bolsonaro já governou. Está terminando o mandato dele.
E eu sou contra a reeleição para cargos de Executivo. Faço parte de um rol de
brasileiros que estão frustrados com o que aconteceu com a Lava Jato. E se o
Lula vai disputar a eleição, então o Sérgio Moro é fundamental nessa disputa”,
acrescentou.
O empresário cita a pesquisa feita pelo Instituto Data
Veritas, ligado à Uninter, que indica amplo apoio dos entrevistados em relação
ao trabalho da Lava Jato.
“Nessa pesquisa, perguntamos ao público se achava que a
Lava Jato tinha feito mais bem ao Brasil do que mal. 76% responderam que a Lava
Jato fez mais bem do que mal. É muito expressivo esse número. A Lava Jato foi
uma coisa impressionante que aconteceu no Brasil. E a proposta do Moro me
convence. Esse é o caminho acertado ao meu ver”, disse.
(Fonte: Marcelo de Moraes/Estadão Conteúdo)
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