quarta-feira, 4 de junho de 2025

Eu diria que são todas elas aporofóbicas e têm origem em duas vertentes: o do capital hoteleiro, o chamado trade, que queria que um evento desse porte se realizasse no Rio ou São Paulo...

● OPINIÃO FORTE - NÃO É UMA A CRÍTICA À COP OU AO GOVERNO DO PARÁ. SÃO MANIFESTAÇÕES DE PRECONCEITO CONTRA O POVO “DO NORTE” - Amigo essas matérias da imprensa sudestina contra Belém são eivadas de preconceitos. Eu diria que são todas elas aporofóbicas e têm origem em duas vertentes: o do capital hoteleiro, o chamado trade, que queria que um evento desse porte se realizasse no Rio ou São Paulo; e o do Ruy Costa, um bosta, que preferia que o evento fosse realizado na Bahia, precisamente em Salvador. Essas cidades sempre foram privilegiadas na distribuição de recursos da união e nos investimentos em infraestrutura. Salvador, diferente do restante do Nordeste, jamais teve períodos de baixo investimento e nunca enfrentou secas ou enchentes severas. Essas matérias que têm enchido os jornais não defendem investir em infraestrutura, ampliar o acesso aos serviços de saneamento e garantir o tratamento adequado do esgoto para melhorar as condições de vida e proteger o meio ambiente em Belém, o que implicaria numa alteração no pacto federativo. Apenas dão números a uma realidade mais grave: a desigualdade nos repasses, que faz com que os estados ricos sigam recebendo 86% dos recursos da união. Não é uma a crítica à COP ou ao governo do Pará. São manifestações de preconceito contra o povo “do norte”. Eles se acham pessoas. E não creem que sejamos isso também. Simples assim. Temos que revidar. Mas ao contrário, os paraenses estão servindo de mula para distribuir esse conteúdo. (Por: Chico Cavalcante | é jornalista, escritor e gestor de marketing)

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