Segundo o ministro, a medida é necessária para afastar os
riscos de que o ex-presidente tente fugir do país às vésperas do julgamento
sobre a trama golpista, previsto para começar em 2 de setembro.
“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal
do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e
qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da
esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu
critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à
execução da ordem”, diz Moraes.
A decisão foi tomada após o líder do PT na Câmara,
deputado Lindbergh Farias (RJ), enviar um ofício à Polícia Federal um pedido de
endurecimento das medidas contra Bolsonaro. No documento, o deputado diz ter
informações seguras de que o ex-presidente planejava buscar asilo aos Estados
Unidos, sem esclarecer suas fontes ou dar detalhes.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) concordou com o
reforço do efetivo policial no entorno da casa de Bolsonaro.
“Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que
se recomende formalmente à Polícia que destaque equipes de prontidão em tempo
integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de
cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera
domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de
vizinhança”, disse Paulo Gonet em documento enviado ao STF na segunda (25).
(Fonte: Cézar Feitoza, Folhapress)

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