● STF DEFINE DATA PARA JULGAMENTO DE BOLSONARO E QUADRILHA GOLPISTA: 2 DE SETEMBRO - Presidente da primeira turma do Supremo, Cristiano Zanin teria reservado as terças-feiras do mês de setembro para julgar Bolsonaro e o núcleo crucial da organização criminosa que tentou um golpe de Estado.
Presidente da primeira turma do Supremo Tribunal Federal
(STF), o ministro Cristiano Zanin já teria definido o dia 2 de setembro, uma
terça-feira, para dar início ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e do núcleo
crucial da organização criminosa que tentou um golpe de Estado no Brasil.
Segundo informações divulgadas pela rádio Itatiaia, Zanin
teria deixado reservado as terças-feiras do mês de setembro para levar o caso a
julgamento. Nesta quinta-feira (14), Alexandre de Moraes comunicou Zanin sobre
a liberação do processo para entrar na pauta, após o recebimento das alegações
finais da defesa de Jair Bolsonaro.
“Considerando o regular encerramento da instrução
processual, o cumprimento de todas as diligências complementares deferidas, bem
como a apresentação de alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e
por todos os réus, solicito ao excelentíssimo presidente da Primeira Turma,
ministro Cristiano Zanin, dias para julgamento presencial da presente ação
penal”, escreveu o relator, Moraes, no despacho.
O núcleo crucial é composto por Bolsonaro; o ex-diretor
da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Alexandre Ramagem; o
ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Justiça, Anderson
Torres; o general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da
Presidência da República (GSI), Augusto Heleno; o ex-ajudante de ordens, Mauro
Cid; o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; e o ex-ministro da Casa
Civil, Walter Braga Netto.
● NEGAÇÃO - Na quarta-feira (13), adefesa de Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais no processo em que é acusado de participar da trama para promover um golpe de Estado e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E negou as acusações.
“Em momento algum Jair Bolsonaro praticou qualquer
conduta que tivesse por finalidade impedir ou dificultar a posse do então
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo contrário, sempre defendeu e
reafirmou a democracia e o Estado de Direito”, afirma o documento, que tem
quase 200 páginas.
Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro
exerceu papel de líder da organização criminosa que articulou a tentativa de
golpe e seria o principal beneficiário caso o plano fosse bem-sucedido. A
defesa, porém, alega que “o réu jamais aderiu a qualquer suposta conspiração” e
que “as acusações são fruto de ilações e interpretações distorcidas de atos e
falas descontextualizados”.
Os advogados do ex-presidente sustentam que “não há nos
autos prova idônea que demonstre que Jair Bolsonaro tenha, de qualquer forma,
atentado contra o livre exercício dos Poderes constitucionais, tampouco
instigado terceiros a fazê-lo”.
Nas alegações finais apresentadas em julho, a PGR pontua
que o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema
persistente” de ataque às instituições públicas após o resultado das eleições
presidenciais.
“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de
setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes,
recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar
narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas
autoritárias”, disse o procurador-geral da República Paulo Gonet.
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PUNHAL VERDE E AMARELO - Entre os pontos centrais, a defesa contesta a acusação
de liderança nos atos de 8 de janeiro de 2023. “Os invasores de 8 de janeiro,
por essa narrativa, precisam de um chefe. De um líder. Nem a parcial Polícia
Federal enxergou essa liderança. Nenhum dos réus afirmou a existência da
liderança do ora Peticionário”, diz o texto. Segundo os advogados, “não há uma
única prova” que vincule Bolsonaro ao plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”,
aos “Kids Pretos” ou diretamente à invasão das sedes dos Três Poderes.
Contudo, de acordo com a denúncia apresentada
pelo procurador-geral da República, o plano “Punhal Verde Amarelo” foi
arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a
ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da
Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de
fraude nas eleições”.
“O plano se desdobrava em minuciosas atividades,
requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal
Federal o alvo a ser 'neutralizado'. Cogitava o uso de armas bélicas contra o
ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da
Silva”, ressalta a denúncia da PGR.
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QUEIXA CONTRA A IMPRENSA - O documento também critica o que chama de “era das
narrativas” e o papel da imprensa no caso. “Uma parte expressiva do país, a
maioria da imprensa, não quer um julgamento, quer apenas conhecer a quantidade
de pena a ser imposta”, argumenta a defesa, acrescentando que reportagens com
“fontes não identificadas” especularam datas e locais de prisão, o que
reforçaria um “julgamento antecipado”. (Fonte:
Por
– FORUM)

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