●
BOLSONARO PEDE A EDUARDO QUE ‘FECHE A BOCA’, MAS FILHO INTENSIFICA ATAQUES - O
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu a interlocutores que conversam com seu
filho Eduardo Bolsonaro para que ele “feche a boca” e não atrapalhe as
negociações políticas em torno da anistia e da redução de penas para o pai.
Os dois não podem se falar diretamente, por determinação
do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Ambos são
investigados no inquérito que apura coação à Justiça desde que Eduardo foi para
os EUA advogar por sanções contra o Brasil e os magistrados que julgam o
ex-presidente na Corte.
Um dos mensageiros, que deve se encontrar com o deputado
federal nos EUA é o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-SP), que visitou Bolsonaro
na semana passada. Ele nega que se reunirá com o parlamentar.
As tentativas até agora foram em vão e só irritaram ainda
mais o filho do presidente, que segue no ataque.
Ele diz a interlocutores acreditar firmemente que
Bolsonaro não está conseguindo avaliar direito o quadro político por estar hoje
na condição de “refém”. Ou, como disse mensagem respostada por seu maior aliado
nos EUA, Paulo Figueiredo, “é uma vítima presa, doente e incapaz de decidir”,
que não pode negociar “os termos da própria soltura”.
Eduardo escreveu nesta quinta (25) em seu perfil no X que
a “PGR [Procuradoria-Geral da República] me denuncia [por] coação, mas quem
está sob coação é o meu pai”.
Além de limitado para decidir, Jair Bolsonaro, na visão
dele, não estaria percebendo que querem enfiar um acordo goela abaixo de sua
garganta, apoiando outro candidato para disputar a Presidência e dando de
bandeja ao elegido os votos bolsonaristas —que podem nunca mais voltar para a
família.
“Existe um movimento para exterminar com a direita. Quem
ignorar isso é um verdadeiro negacionista, apenas um peão no tabuleiro prestes
a ser tirado do jogo”, afirma.
Nas últimas semanas, o deputado federal partiu para o
ataque ao Centrão e até mesmo ao PL, partido dele e do pai.
Se lançou candidato a Presidente da República sem o aval
de Bolsonaro, disse que disputará até mesmo contra Tarcísio de Freitas,
comemorou as sanções à mulher de Alexandre de Moraes e manteve os ataques ao
STF na temperatura máxima, chamando os ministros de “mafiosos”.
Em um dos ataques mais virulentos, repostou mensagem crítica ao presidente do PL, Valdemar da Costa Netto, e disse que não tinha abdicado “de tudo” para “trocar afagos mentirosos com víboras” nem se “sujeitar aos esquemas espúrios dos batedores de carteira da ocasião”. (Fonte: Mônica Bergamo/Folhapress)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Fique a vontade para comentar o que quiser, apenas com coerência e sem ataques pessoais.