segunda-feira, 22 de setembro de 2025

● Naieme entrou cantando uma música clássica, um estudo do Heitor Villa-Lobos, musicado pelo o maior violonista do mundo: Sebastião Tapajós, batizando o clássico com o título de “Igapó”

● OS MELHORES DO SAIRÉ 2025 – ESPIANDO QUEM FAZ ARTE... O Blog do Nelson Vinencci se botou a patetar para as atrações culturais e artísticas que se manifestaram no Sairé de 2025, na cecuiara da tradição – Espiando bem espiadinho, a gente pôde concluir que o melhor show que aconteceu em praça pública, do repertório, presença de palco e performance incrível, cantando todos os ritmos, a cantora parawara Naieme ficou muito acima de bandas, charangas, cantadores e outros gaiatos que subiram no palco – Naieme entrou cantando uma música clássica, um estudo do Heitor Villa-Lobos, musicado pelo o maior violonista do mundo: Sebastião Tapajós, batizando o clássico com o título de “Igapó”, não é canção para qualquer cantor meter a voz, Naieme simplesmente foi impecável, passeou pelos clássicos do Ruy Barata e Maestro Izoca (compositores santarenos), pelos bregas urbanos de Belém e terminou cantando tecnobrega, a música mais pop das paradas atuais – Outro destaque foi o resgate da encantaria do Boto Cor-de-Rosa, (Inia geoffrensis) símbolo da Amazônia que hoje está em risco de extinção, assim como o de Alter de Chão, que depois de três lambadas dadas pelo Tucuxi, parecia extinto para mais um enfrentamento com o Boto Preto, ressurgiu com toda a sua encantaria, beleza e magia, colocando no lago dos botos um cardume de mais de mil 'botilenos dançantes', e no final pegou de volta seu título de campeão – Tudo foi muito bom, bem organizado e seguro, mas nosso olhar mais apurado destaca a cantora Naieme e o Boto Cor-de-Rosa, como o diferencial deste Sairé 2025.

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