domingo, 16 de novembro de 2025

● Na última seca amazônica, os pássaros voaram pra longe, os peixes boiavam sem vida, a noite ficou sem rumo, não se via a estrela guia.


●“QUEM QUISER SABER DE MIM, DE ONDE VENHO PRA ONDE VOU, TEM QUE PRIMEIRO APRENDER O QUE O RIO ME ENSINOU” – Possuído pelo espírito dos versos do cancioneiro amazonista, poeta maior, Eduardo Dias, quero relatar a experiência única de ter visto um dia, durante toda a minha existência neste planeta, irmãos terráqueos dos seis continentes: África, América, Antártida, Ásia, Europa e Oceania, todos marchando, clamando pela salvação da nossa nave mãe Terra, que está doente, agonizando pela ganância, ambição e avareza de grandes e ambiciosos suicidas – Sou um caboclo ribeirinho, amazônico de pouco saber, nascido e criado na ilharga do rio Trombetas, muito do que entendo das coisas do meu universo, foi o rio que me ensinou, e de uma coisa tenho certeza hoje, o rio está sinalizando que nada vai bem no nosso habitar – Ao participar da Marcha Mundial pelo Clima da COP30 de Belém, me deparei com os povos da terra reclamando das mesmas coisas que me afligem, o clima está louco e o calor está delirante, adoecendo os rios, furos, igapós e igarapés – Na última seca amazônica, os pássaros voaram pra longe, os peixes boiavam sem vida, a noite ficou sem rumo, não se via a estrela guia,  a lua sumia do céu nas madrugadas sinistras e o rádio em cima da mesa, chiando dava a notícia: a Amazônia está queimando, o planeta está aquecendo, as geleiras do polo Norte, estão todas derretendo – Um índio Wai Wai, um negro do Água Fria, um caboclo do Cachoeiry acordaram um certo dia, o rio virou um igarapé, o sol a fumaça escondia, a mata seca sem vento, o olho espiando ardia... Então me botei de pés, parado apenas espiando a multidão dos povos da terra, carregando bandeiras, gritando palavras de ordem, e clamando para que os poderosos deste mundo capitalista sem alma, parem de poluir a nossa santa casa Terra Mãe... Veja todos os detalhes da Marcha Mundial pelo Clima, com imagens exclusivas do jornalista Álvaro Vinente aqui      



























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