quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

● O MPF DEVERIA AFASTAR O PREFEITO DE BELTERRA, que ao invés de punir os sojeiros que estão colocando em risco a vida de crianças e professores, ele está punindo a professora que denunciou o crime – Pedimos aqui que a Justiça dê proteção a Heloise Rocha e exija o retorno dela a escola onde leciona.

● DIRETO DO REPÓRTER BRASIL URGENTE – ESTÃO QUERENDO CALAR A PROFESSORA QUE DENUNCIOU O CRIME DE VENENO DO AGRONEGÓCIO NAS ESCOLAS DE BELTERRA – Um mês após uma decisão judicial publicada em dezembro suspender a aplicação de agrotóxicos no entorno de 16 escolas e quatro unidades de saúde cercadas por plantações de soja em Belterra (PA), a professora Heloise Rocha foi informada de que não daria mais aula na escola municipal de ensino fundamental onde leciona há uma década.

Nos últimos anos, ela tem sido uma das principais vozes na denúncia de casos de intoxicação por pesticidas envolvendo alunos e servidores no município do Planalto Santareno, no oeste do Pará. A transferência da professora é criticada por entidades sindicais e movimentos sociais.

Segundo Heloise Rocha, antes do recesso escolar, ela teria sido alocada na turma de 3º ano do turno da manhã da EMEF Professora Vitalina Motta. No entanto, em 10 de janeiro, a docente diz ter sido surpreendida com uma mensagem de WhatsApp enviada pela diretora da unidade, informando sua transferência.

“Infelizmente, não foi possível mantê-la na escola polo, pois neste início de ano tivemos uma grande saída de alunos, o que nos levou a unir as turmas que antes eram separadas”, escreveu a diretora. A transferência foi para a escola Frei Fabiano, a cerca de 2 km da unidade onde Heloise Rocha sempre deu aula.

A professora afirma que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) teria utilizado uma estratégia de “imprensar” (juntar) os alunos como manobra administrativa para justificar a inexistência de carga horária disponível para ela na escola, forçando assim a transferência. “Qual foi a motivação para me tirar, se outros concursados têm a mesma carga horária que eu? Só eu fui transferida”, disse.

🔗Confira a reportagem completa em https://bit.ly/4a7hSTS

✍️Hélen Freitas

 




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