sábado, 3 de janeiro de 2026

Quando uma potência estrangeira - qualquer uma! - captura e sequestra o chefe de Estado de um país soberano estamos diante de uma agressão à toda ordem internacional.

● A AMÉRICA DO SUL VIVE UM RETROCESSO HISTÓRICO NO DIA DE HOJE - Demoramos, como civilização, séculos para construir um arcabouço chamado direito internacional, cuja premissa é a autodeterminação dos povos e o multilateralismo. A permanência inadmissível de Nicolas Maduro - e sobretudo sua última ratificação autoritária no poder - levantou todos os piores sinais de aversão e repulsa daqueles que cultuam a democracia plena na Venezuela e no mundo. Que Maduro não deveria nem poderia mais permanecer, como ditador, não há dúvida. A questão não é essa. A questão é se os fins justificam os meios e se somos na América Latina meras colônias como quando os primeiros europeus chegaram por aqui. A resposta é não! Quando uma potência estrangeira - qualquer uma! - captura e sequestra o chefe de Estado de um país soberano estamos diante de uma agressão à toda ordem internacional. A violência extrema de uma nação estrangeira nas fronteiras de nosso continente é também uma agressão sobre outra agressão, a da ditadura de Maduro, mais uma na histórica da sofrida América do Sul. Um erro não justifica outro e dois erros não fazem um acerto. Esperemos que a evolução dos acontecimentos permita que uma solução baseada no respeito a princípios, e não só à força, prevaleça no final. Nossa solidariedade ao povo venezuelano e nossa firme esperança de que nestas horas de agonia e preocupação as palavras do grande humanista e educador venezuelano Andrés Bello, estejam mais presentes do que nunca: “Só a unidade do povo e a solidariedade de seus dirigentes garantem a grandeza das nações” (Por Helder Barbalho – Governador do Pará)

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