Durante participação no CPAC (Conservative Political
Action Conference), considerado o maior evento conservador do mundo,
Eduardo afirmou que Jair segue como principal liderança da direita no Brasil e
"claro que fala de política com visitas" na prisão. A conferência se
deu em Dallas, cidade do Texas, nos EUA.
Entre as restrições impostas pelo ministro do
STF Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro na decisão que autorizou sua
volta ao regime de prisão domiciliar está "a proibição do uso de celular,
telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por
intermédio de terceiros". Ele também não pode usar redes sociais ou gravar
mensagens, seja de forma direta ou indireta.
Na petição, o vereador argumenta que, caso se confirme a
utilização de terceiros para manter atuação política externa, isso seria uma
forma de burlar as condições impostas pelo STF. "Uma domiciliar
humanitária não pode servir de disfarce pro Jair ficar fazendo política e
usando os filhos de pombo correio. Deixar ele articulando é deixar o bandido
voltar à cena do crime", afirma.
Além da revogação imediata da prisão domiciliar
humanitária do ex-presidente, Rousseff também requer agravamento das medidas
cautelares, com eventual restrição adicional ao regime de visitas, de modo a impedir
sua utilização como meio indireto de comunicação externa.
"A lei é muito objetiva: se descumprir, perde o
benefício. Não existe prisão domiciliar para quem continua atuando
politicamente como se nada tivesse acontecido", acrescentou. (Fonte: Mônica
Bergamo e Jullia Gouveia, Folhapress)
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